4 de dezembro de 2007

A Carga da Deusa



Ouçam as palavras da Grande Mãe,

Aquela que desde a Antigüidade foi chamada de
Ártemis, Astarte, Diana, Melusine, Cerridwen, Diana
e muitos outros nomes.

Sempre que tiverem necessidade de alguma coisa,
uma vez por mês, especialmente quando a lua estiver cheia,
reúnam-se em algum lugar secreto e adorem Meu Espírito,
pois sou a Deusa de todos os Sábios.

Vivam livres da escravidão e, como sinal de que são livres,
cantem, dancem, banqueteiem-se, façam músicas e amor,
tudo em Meu louvor.

Pois Meu é o êxtase do espírito,
mas Minha também é a alegria.
Minha lei é amor a todos os seres.

Minha é a porta sagrada que se abre para a terra da juventude,
e Minha é a taça de vinho da vida que é o Caldeirão de Cerridwen,
que é o Santo Graal da Imortalidade.

Eu dou o conhecimento do espírito eterno e,
além da morte, dou paz, liberdade e reunião com que partiram antes.

Eu não exijo sacrifícios, pois eis que eu sou a Mãe de todas as coisas
e Meu amor derrama-se sobre toda a Terra.

Agora ouçam as palavras da Deusa Estrela,
cuja poeira dos pés são as hostes do Céu,
cujo corpo envolve o Universo.

Eu, que sou a beleza da Terra verde, e a branca Lua entre as estrelas,
convoco suas almas... levantem-se e venham a Mim.

Pois sou a alma da Natureza que dá vida ao Universo.
De Mim procedem todas as coisas, e para Mim devem retornar.

Que Minha adoração esteja no coração que se regozija,
pois eis que todos os atos de amor e de prazer são Meus rituais.

Que haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade,
jovialidade e reverência dentro de cada um.

E aqueles que procuram conhecer-Me,
saibam que sua busca e desejo não encontrarão fora,
pois eis que estive com vocês desde o princípio
e Eu sou aquilo que é atingido ao final do desejo.


(Doreen Valiente)